ANAMOLA propõe nova bandeira nacional com base em consulta popular

 O partido ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo) submeteu à Assembleia da República uma proposta formal para a adoção de uma nova bandeira nacional, resultado de um processo participativo que envolveu milhares de cidadãos moçambicanos.

A proposta, apresentada pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, integra-se num pacote mais amplo de revisão pontual da Constituição, atualmente em debate parlamentar. Segundo o partido, a nova bandeira visa “refletir os valores de paz, saber e unidade nacional”, afastando-se de símbolos associados à guerra e à violência.

O novo desenho elimina a tradicional arma AK-47 e a enxada, mantendo o livro como símbolo do conhecimento. Em seu lugar, propõe-se uma composição mais abstrata, com cores nacionais reorganizadas e elementos gráficos que evocam o sol, o mar e a esperança. 

 “Esta proposta é o culminar de um processo democrático e inclusivo. Recebemos mais de cinco mil sugestões de cidadãos e artistas, e a versão final foi escolhida por votação pública com mais de 80 mil participantes”, afirmou Mondlane durante a apresentação.

A proposta gerou reações mistas. Enquanto setores da juventude e movimentos cívicos aplaudem a iniciativa como um passo simbólico rumo à reconciliação e à modernidade, críticos argumentam que a mudança pode desvalorizar a história da luta de libertação nacional. Alguns deputados da FRELIMO já manifestaram reservas, considerando a proposta “inoportuna” num contexto de desafios socioeconômicos urgentes.

A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade deverá agendar audições públicas antes de qualquer deliberação. A aprovação da nova bandeira exigirá uma maioria qualificada de dois terços dos deputados.


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